domingo, abril 24, 2005

Apresentação de trajes - Festa

TRAJE DE MORDOMIA No Minho, mordomas são as raparigas que são encarregadas de recolher fundos para a realização da romaria ao santo padroeiro da sua freguesia. Os trajes das mordomas, geralmente pretos, iriam servir mais tarde para se casarem e ainda para com eles serem enterradas. Compunham-se de casaca cintada de aba curta muito enfeitada; saia muito rodada com barra de veludo; avental de veludo bordado; meias rendadas; chinelas lisas ou bordadas a branco; na cabeça, um lenço de seda fina de cor viva ou um véu de tule branco; na mão, vela enfeitada que acendiam na procissão ou palmito feito com folhas de palma. TRAJE À "LAVRADEIRA" OU TRAJE DE FESTA Eram os fatos de gala, que só se vestiam nas grandes festas ou nas romarias. Cada freguesia mantém orgulhosamente características de traje que diferenciam das demais quer seja a cor do lenço da cabeça ou a do forro da saia. Na região de Viana do Castelo, existem fundamentalmente três tipos de fatos à "lavradeira": O de Afife, o de Areosa e o de Santa Marta de Portuzelo. O fato de Afife é o mais simples de todos. Compõe-se de saia de riscas negras sobre fundo vermelho com forro azul sem enfeites; avental de riscas; lenços de franja austríacos, de fundo amarelo o da cabeça e de fundo alaranjado o do peito; meias muito simples; coletes simples ou bordados a seda; algibeira sóbria, bordada simplesmente em tons de diferentes cores; chinelas pretas sem bordados O fato de Areosa é o que menos evoluiu sendo o mais vermelho de todos. Os lenços são vermelhos, o fundo do colete muitas vezes também e mesmo o forro da saia é vermelho, apresentando lindas silvas coloridas bordadas a lantejoulas e a missanga. O fato de Santa Marta de Portuzelo, é o mais usado e o mais exuberante de todos. Compõe-se de saia de lã vermelha com listas pretas e brancas e forro preto com silva bordada a branco e outras cores; camisas de punho justo e mangas amplas, bordada a azul vivo no peito, nos ombros e nos punhos; avental com grandes rosas estilizadas; colete de lã vermelha com barra de veludo preto tendo as costas muito bordadas a diversas cores; lenços vermelhos de franja; algibeira muito rica recortada em forma de coração; meias brancas com arrendados a relevos; chinelas pretas bordadas a branco ou a cores. Destes fatos derivam outros fatos de festa, dos quais um é igualmente característico de Santa Marta de Portuzelo : o fato de "dó", usado pelas raparigas que estavam de luto aliviado e mais tarde também pelas mulheres casadas. Outras felizes transposições do fato de Santa Marta de Portuzelo são o fato verde de Geraz do Lima e o fato azul de Dém.

TRAJE DE MEIA SENHORA A rapariga da aldeia que casava com rapaz da cidade sendo aldeã queria trajar como citadina. A designação de meia-senhora diz-nos que a lavradeira, mesmo com o casamento (esse grande nivelador social), não atingiu ainda o título de "senhora" dentro das quatro distâncias sociais da época. Mesmo assim, o traje de "meia-senhora" ou o "traje de morgada" era sinónimo de casa farta. TRAJE DE NOIVA Para casar, a mulher ía sempre de preto, vestindo casaca e usando a segurar o ramo de noiva e um lenço de "amor" bordado a ponto cruz com quadras ou frases amorosas. Na cabeça punha um lenço de fina cambraia, cruzado à frente, ou um véu de renda ou de tule bordado a branco, de pontas caídas